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Chico Diabo: Quem Foi Francisco de Lacerda, o Soldado que Matou Solano López na Guerra do Paraguai

Você já ouviu falar em Francisco de Lacerda, mais conhecido como Chico Diabo?


Ele foi um personagem polêmico, mas fundamental no desfecho da Guerra do Paraguai. Ficou conhecido como o homem que matou Francisco Solano López, presidente do Paraguai, simbolizando o fim do conflito mais sangrento da América do Sul.

Neste artigo, você vai conhecer sua história completa: origem, vida militar, o episódio da morte de López e seu legado histórico.

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Quem foi Francisco de Lacerda, o Chico Diabo?

Retrato de Francisco Jose Lacerda

FRANCISCO JOSE LACERDA

Francisco de Lacerda nasceu em 1848, no Rio Grande do Sul, e morreu em 1893, no Uruguai.
De origem humilde, ficou marcado por episódios de violência desde a infância.

O apelido “Chico Diabo” surgiu após um incidente em São Lourenço do Sul: ele matou o cachorro do patrão e, em seguida, acabou assassinando o próprio dono em uma briga. Assustado, correu para casa e sua mãe teria dito: “aí vem o diabinho”. Desde então, o apelido nunca mais o deixou.

A Entrada na Guerra do Paraguai

Coronel Joca Tavares e Francisco de Lacerda

Coronel Joca Tavares (terceiro sentado, da esquerda para a direita) e seus auxiliares imediatos, incluindo Francisco Lacerda, mais conhecido como “Chico Diabo” (terceiro em pé, da esquerda para a direita).

Em 1865, Francisco de Lacerda se alistou nos Voluntários da Pátria, sob o comando de Joca Tavares.
Participou de batalhas decisivas, como:

  • Batalha de Curu Curuzu
  • Batalha de Curupaiti
  • Batalha de Avaí
  • Batalha de Campo Grande
  • Batalha de Cerro Corá – última da guerra

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O Dia em que Chico Diabo Matou Solano López

Retrato de Solano Lopez no final da Guerra

SOLANO LOPEZ

O momento mais marcante da trajetória de Chico Diabo aconteceu em 1º de março de 1870, na Batalha de Cerro Corá.

Ferido e em fuga, Solano López foi alcançado por tropas brasileiras. Francisco de Lacerda teria desferido o golpe de lança que o matou, embora alguns relatos indiquem que López também foi alvejado por tiros.

Apesar das divergências, Chico Diabo entrou para a história como o soldado que encerrou a Guerra do Paraguai.

Recompensas e Reconhecimento

Curiosamente, ele não recebeu medalha de bravura, já que a ordem do Império era capturar López vivo.
No entanto, foi recompensado com:

  • 100 vacas – um bem de enorme valor no Sul do Brasil naquela época.
  • A daga de prata e ouro de Solano López, com as iniciais “F.L.”.
Objetos pessoal de Chico Diabo no Museu de Bagé

Guampa e faca usadas por Chico Diabo, expostas no Museu Dom Diogo de Souza (Bagé)

A Vida Após a Guerra

Depois do conflito, Chico Diabo retornou ao Rio Grande do Sul, casou-se com Isabel Vaz da Silva e teve quatro filhos.
Viveu no Uruguai, onde trabalhou com contrabando, uma prática comum na região de fronteira.

Continuou ligado a Joca Tavares até sua morte, em 1893, em Cerro Largo (Uruguai).
Seu corpo foi levado clandestinamente para ser enterrado em Bajé (RS), e sua sepultura só foi redescoberta em 2002.

Túmulo de Chico Diabo

Túmulo de Chico Diabo, localizado no cemitério da guarda, em Bagé (RS).

Controvérsias Sobre a Morte de Solano López

Até hoje existem debates históricos:

  • López resistiu ou tentou se entregar?
  • Suas últimas palavras foram “Morro com a minha pátria” ou “Morro pela minha pátria”?

Essas incertezas mantêm viva a discussão sobre o papel de Chico Diabo e a própria forma como terminou a guerra.

Ilsutração da Morte de Solano Lopez

 Ilustração da morte de Solano Lopez

O Legado de Chico Diabo

Alguns familiares não o consideram herói de guerra. Porém, para a história, Chico Diabo representa o fim da Guerra do Paraguai.

Seus objetos pessoais, como o revólver de 12 tiros e a ponta da lança usada contra López, estão preservados no Museu de Pelotas.

Francisco de Lacerda, o Chico Diabo, foi um personagem controverso, mas central na história do Brasil e da América do Sul. Sua vida mistura violência, coragem e contradições.

Mesmo sem medalhas oficiais, ficou marcado para sempre como o homem que matou Solano López – e, assim, entrou para a memória da Guerra do Paraguai.

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João Batista Correa

Sou João Batista Correa, formado em história e pedagogia. Especialista em Brasil colônia e mestre em história. Dedico minhas pesquisas sobre a história do Brasil, mais especificamente das cidades do Rio de Janeiro, Leme, Pirassununga e Santa Cruz da Conceição. Alem de historiador, sou músico e educador musical. Autor dos livros: Santa Cruz onde a Ferrovia não Passou: Escravos e Imigrantes na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, 1836-1898; e Escravidão e Liberdade na Imperial Fazenda de Santa Cruz.

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João Batista Correa

Sou João Batista Correa, formado em história e pedagogia. Especialista em Brasil colônia e mestre em história. Dedico minhas pesquisas sobre a história do Brasil, mais especificamente das cidades do Rio de Janeiro, Leme, Pirassununga e Santa Cruz da Conceição. Alem de historiador, sou músico e educador musical. Autor dos livros: Santa Cruz onde a Ferrovia não Passou: Escravos e Imigrantes na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, 1836-1898; e Escravidão e Liberdade na Imperial Fazenda de Santa Cruz.

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